sábado, 24 de novembro de 2012

Comunicação Social - além dos clicks e cortes

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Pra muita gente por ai, estudar comunicação social é muito fácil, alguns fazem até piada, dizendo que nós vamos pra faculdade para aprender a apertar o botão de uma máquina fotográfica.
Mas nestes quatro anos de curso, eu fui me convencendo cada vez mais de que comunicação vai muito além disso,
Vai além da escrita pro jornal
Vai além dos clicks na câmera fotográfica ou filmadora
Vai além dos cortes na edição
Comunicação te faz pensar. Aí você pode me dizer, mas como assim te faz pensar?
É simples, comunicar é algo essencial à vida, é o que nos faz sociáveis, todo mundo precisa se comunicar de alguma forma e é ai que o profissional em comunicação entra.
Não basta apenas um lápis e um papel na mão para se escrever uma boa estória.
Não basta apenas uma ideia na cabeça e uma câmera na mão pra se fazer um bom vídeo.
O curso de comunicação incentiva a reeducação do olhar fazendo com que se veja beleza em cada detalhe, pensando nos enquadramentos que transformaram qualquer que seja o elemento, em algo encantador, que te faça pensar ou se maravilhar.
O curso de comunicação ensina que para se fazer um bom vídeo, um ótimo vídeo, um excelente vídeo, é preciso mais que uma ideia e uma boa câmera. É preciso pensar, pensar em enquadramentos que transmitam a emoção da estória para o espectador. Pensar no áudio pra que haja clareza na narrativa. Pensar sobre o que irá transmitir, em que este vídeo acrescentará ao espectador e a própria produção. Pensar sobre os elementos necessários à construção deste vídeo.
Se comunicar é mais do que abrir a boca e falar. É transmitir informações, emocionar, incentivar, acalmar.
O curso de comunicação te ensina a pensar sobre a sociedade, a debater os paradigmas. A desconstruir o feio, e transformá-lo em alvo de contemplação interpretativa. É desconstruir a noção de certo e errado e discutir sobre isso.
Sou muito feliz por estar chegando ao final desse processo árduo de construção e desconstrução de mim, que se fez muito por influência deste curso. Comunicação pra mim é essência.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eu quero sempre mais

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Não sou de me conformar com pouco, eu quero sempre muito mais
Muito mais amor, muito mais paixão, muito mais alegria
Exagerar faz parte da vida, moderação demais cansa.

"Vou deixar a vida me levar pra onde ela quiser, seguir a direção de uma estrela qualquer..."
Skank

sábado, 25 de agosto de 2012

Tudo passa

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A mágoa passa, a saudade passa,
A esperança acaba,
A alegria passa,
A tristeza passa, graças a Deus!
Tudo passa, para que tudo se renove,
se não renovar, não tem graça.
A vida é movimento, tem um trecho de uma  música de Nando Reis que eu curto muito que diz: "...Certeza é o chão de um imóvel, prefiro as pernas que me movimentam..."
Prefiro não levar a vida tão a sério, é certo, saudável e inteligente não levar tudo na brincadeira, é claro,
mas é importante, essencial deixar a seriedade de lado às vezes. Pular na piscina de roupa, brincar, dançar, beijar na chuva, brincar com o seu cachorro, rir de besteiras e ri mais ainda quando percebe o quão besta é o motivo do riso, ler um bom livro ou um péssimo livro, mas ler! Escrever, escrever cartas, mandar sms ou escrever um post em um blog =)!

Os momentos mais simples, são muitas vezes, na maioria das vezes, os mais especiais, essenciais, lindos, da vida!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Bloqueio

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Há algum tempo venho tentando achar inspirações das mais diversas para escrever,
Ouço músicas novas, leio poemas novos (novos pra mim)
e nada
nada
nada
Então resolvi que tinha que simplesmente escrever, pois eu precisava,
meus dedos necessitavam digitar algo
Mas não queria expor apenas meus sentimentos
Queria escrever sobre algo culto, algo interessante,
Mas depois pensei, o que é mais interessante do que a vida?
Se a minha ou a dos outros? São todas interessantes (provavelmente por isso existe tanta gente que gosta de falar da vida dos outros, out!)! Quer ser mais complexo que o ser humano?
Que pensa, raciocina, sente e consegue ser tão insensível por diversas vezes?
No fim, o bloqueio foi só preguiça ou medo de expressar minha opinião.
Não sei, sei lá. Que seja!


terça-feira, 10 de abril de 2012

NEle eu POSSO!

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"Posso todas as coisas naquele que me fortalece"  Filp.:4:13
Posso aguentar vencer
Posso aguentar perder
Posso viver com muito dinheiro
Posso viver com pouco
E sabe o melhor?
Posso ter forças pra continuar a lutar e mudar minha situação
Naquele que me fortalece!

sábado, 3 de março de 2012

A fé

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Não se explica,
Não se entende,
Apenas se tem
ou não

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Alegria! =D

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Verbalizando coisa boa!

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sábado, 24 de dezembro de 2011

Então é natal...

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Hoje é dia 24, véspera de natal
Muitas famílias organizam a ceia
Compram os presentes (brasileiro sempre deixa pra última hora, eu também deixei)
Muitas mulheres vão aos salões
Fazem as unhas, escovam os cabelos
Escolhem as roupas que irão usar à noite
Mas pouco se fala do verdadeiro sentido do natal
Pouco se fala no nascimento de Cristo
Pouco se dá Viva Jesus nasceu e morreu por nós
Muito se dá de valor aos presentes
A comida
Pouco se dá no decorrer do ano
de valor a família
a união
Estamos fazendo algo errado não?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro

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Estou precisando
precisando me destrair
Precisando de amigos novos, ou melhor dos velhos amigos por perto
Precisando recomeçar, sem perder o que já conquistei
Precisando me alegar, já chorei demais, demais
Precisando me bastar
Enquanto isso, procuro um bom livro, um bom lugar para ler
e pedindo para este dia deixar de ser triste.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dê o seu melhor

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Com base em um texto de Glicér Regina gostaria de deixar a todos a seguinte mensagem. Dê seu melhor, não trabalhe apenas pelo que você é pago. Dê o seu melhor! Não espere que a solução para algum problema da empresa seja dada apenas pelo seu chefe, crie você também uma solução. Dê o seu melhor! O sucesso vem através de muito trabalho e dedicação. Dê o seu melhor! De trabalhos legais, de pessoais legais, o mundo está cheio. Faça um ótimo trabalho, seja ótimo. Impossível? Mas é no impossível que a vida ganha movimento e graça. Dê o seu melhor!

domingo, 28 de agosto de 2011

Ventania

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O vento passa
balança meus cabelos
O vento passa
e leva embora o desespero
O vento sopra
e me traz o seu sorriso
O vento sopra
e eu quero estar é contigo
Consigo te sentir no vento
Na música
Nos sorrisos que passam por mim
Mas os meus sorrisos só são completos
Quando eu estou contigo
Essa ventania se chama saudade
Saudade do denguinho
do meu bem me quer.
Saudade que nunca acaba
Pois o tempo que passamos juntos nunca será suficiente
Mas será suficiente
e será pra sempre
Confuso?
E quem disse o amor é fácil de descrever?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Hoje eu acordei com vontade de...

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É incrível a influência que uma música pode exercer nas nossas vidas.
Como uma música mais lentinha, pode nos deixar mais calmos ou depressivos,
Enquanto que uma música mais agitada, pode nos animar e nos deixar até mais criativos.
E não se trata apenas de ritmo, apesar dele ser essencial nessa discrição,
Mas a letra interfere muito no efeito que a música irá causar em uma pessoa.
Resolvi fazer este post, inspirada na música Eu preciso de tirar do sério de Frejat.
Conheci a música, enquanto estava buscando trilha sonora para o vídeo  A escolha é sua, feito para a disciplina Oficina de Vídeo e Edição para tv. Minha colega de produção e eu queríamos uma música com um ritmo mais marcado, que marcasse um momento de é tudo ou nada, um momento que mudou a vida da nossa personagem.
Desde então essa música não me sai da cabeça. Tudo o que eu penso é em "olha o céu azul estamos prontos para viver um dia belo".
Assim como essa música me deixou mais animada para realizar minhas atividades corriqueiras e com vontade de fazer outros compromissos que não tem nada a ver com trabalho, ela e/ou outras músicas tem esse poder de balançar, acalmar ou derrubar uma pessoa. Então vamos selecionar melhor as músicas de acordo com os momentos que estamos vivendo, se você está querendo agitar a sua vida, Eu preciso te tirar do sério é uma boa opção, se você quer ficar mais zen, bem eu estou no momento "quero agito", então depois eu procuro uma pra te sugerir.
E encerro este post com a dita música.
"Hoje eu acordei, com vontade de te ver... de te ver...
Foi uma noite longa, mas logo estaremos em algum lugar....
Aonde ninguém possa nos encontrar....
Olho o céu azul, estamos prontos para cair na estrada...
Sempre na linha do horizonte, em direção ao sol...
Só penso em te encontrar,
Eu preciso te tirar do sério,
E desvendar os teus mistérios...
Hoje eu acordei com vontade de esquecer.... de esquecer
Todas as preocupações e ir depressa para algum lugar....
Aonde o tempo pareça não existir...
Olho o céu azul, estamos prontos pra viver um dia belo...
Sempre na linha do horizonte, em direção ao sol...
Só penso em te encontrar,
Eu preciso te tirar do sério,
E desvendar os teus mistérios..."
Hoje eu acordei com essas vontades aí.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Reencontrar-me

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Hoje eu quero me reencontrar,
reencontrar aquela menina travessa que ria muito
que brincava muito
que abusava todo mundo
que falava pelos cotovelos
que lutava pelos seus objetivos
Estes aspectos são meus
Mas tá tudo tão corrido, que algumas coisas ficam de lado
A menina séria entra em cena
e se apossa do palco
e não quer mais sair
Oh menina pequena
não tão serena
tão serelepe
volte
A casa é sua
Reencontre-se dentro de mim
Mescle-se a vida moderna, a vida responsável, a vida adulta.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

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terça-feira, 12 de julho de 2011

Solidão?

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"Me sinto só...
Mas quem é que nunca se sentiu assim?
(...)
De olhos fechados eu tento esconder a dor agora
(...)
Volto o relógio para trás tentando adiar o fim,
Tentando esconder o medo de te perder quando me sinto assim
De olhos fechados eu tento enganar meu coração
Fugir pra outro lugar em uma outra direção porque..."


Editado em 25 de julho de 2011 - Não há quem nunca tenha se sentido só, mas isso dura apenas um momento, um dia ou dois, talvez até mais,
mas o fato é que nós não estamos sós.
Quando a tristeza vem Deus nos manda um raio de sol para iluminar nosso dia
Um amigo para nos motivar
Um ombro para chorar
Uma mãozinha para empurrar na direção certa
E a paz vem.

sábado, 28 de maio de 2011

Verbalizando

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Acordar é tão bom
É saber que você tem mais um dia pra criar
recriar,
amar,
sair, passear, comer, brincar, nadar, cantar, correr, sorrir
Tantos verbos que muitas vezes são esquecidos, deixados de lado e até substituídos pelos verbos
odiar, trabalhar, brigar, ameaçar, roubar, matar, maltratar.
Tanta gente boa por ae desperdiçando a vida verbalizando só os verbos ruins
Tanta gente ruim por ae que não faz questão nenhuma de encontrar novos verbos, novos rumos, nova direção.
Mas eu deixo aqui meu pedido vamos amar mais, sorrir mais, brincar mais, correr mais, VIVER mais e melhor.
Substitua o ódio pelo amor,
A ameaça pelo sorriso,
O maltrato pela brincadeira.
Deixe seu mundo mais colorido mais bacana, pode parecer pouco, mas são das pequenas coisas da vida que se criam as grandes.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Hoje é o dia mundial da literatura infantil!

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No dia 02 de abril  de 1805 nasceu o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. A contribuição deste autor para o gênero infantil foi tão grande que, o dia do seu aniversário, foi à data escolhida para lembrarmos as obras voltadas às crianças.
O escritor sofreu muito durante a infância pobre e isso fez com que ele levasse para as páginas dos livros alguns estereótipos de pessoas excluídas por serem diferentes, como o "belo" "Patinho Feio", desprezado até pelos familiares por ser diferente, ninguém imaginava que o que todos julgavam ser feiúra, era apenas uma fase que o levaria à beleza de cisne.

Através da leitura conhecemos outras culturas e sociedades. Que tal aproveitar esta data para incentivar seu filho, aluno ou você mesmo que está lendo este post a ler um pouco mais? Monteiro Lobato, ícone da Literatura infantil brasileira, disse uma vez que "Um país se faz de homens e livros"... Uma infância feliz vai muito além da televisão e do videogame; as crianças merecem conhecer os clássicos e as obras contemporâneas, merecem viajar sem sair de casa e tornarem-se livres para conhecerem a si próprias e o mundo que as rodeia.
E viva os livros, viva a leitura, viva ao desligar a tv nem que seja por meia-hora.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Chuva eu peço que caía devagar

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Dia chuvoso,
Clima bom
bom para dormir,
bom para namorar,
bom para dormir de novo (rs)
A chuva só não deve ser muito boa para os desabrigados
E dói pensar neles, não poder fazer nada
E saber que toda essa injustiça social
É culpa da nossa ambição,
Todo mundo querendo mais, sempre mais,
sem se importar com quem tem menos, sempre menos
Nem sei se posso dizer que amo ao meu próximo como a mim mesma, porque
se eu ver alguém vestido em trapos se aproximando eu vou querer me afastar com medo
Porque na sociedade em que vivemos, temos que ter medo uns dos outros, como amar a quem tememos?
Nem estava pensando em terminar este post assim, mas assim são os pensamentos
fluem, desabrocham e saem do nosso controle.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ainda sobre o massacre em Realengo

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O texto que segue abaixo foi publicado pelo Observatório da Imprensa.

REALENGO, 7/4/2011

Indignado com o mal, colunista ataca Deus

Por Michelson Borges em 12/4/2011

Cada vez que ocorre algum massacre com vítimas inocentes, a revolta e a indignação se levantam e ganham a mídia. Desconhecendo (ou ignorando) a origem e o destino do mal, certos ateus procuram algo ou alguém para descarregar seu grito incontido – e frequentemente erram o alvo. No caso específico do massacre perpetrado pelo jovem Wellington Menezes de Oliveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril, quem foi realmente culpado? Os alunos, que na infância do assassino praticaram bullying contra ele? A família, que ainda nem foi reconhecer o corpo dele no IML? A sociedade hipócrita, que adora programas que revelam o mundo-cão e enche salas de cinema para ver filmes que esbanjam violência? A falta de segurança de muitas escolas? A mídia, que espetaculariza crimes como esse e ajuda homicidas mentalmente perturbados na civilização da imagem a sair da invisibilidade frustrante? Os videogames que ele jogava? Os que venderam a arma para o bandido? Não. Para Arnaldo Jabor, o culpado é Deus!

Não gosto de fazer o tipo de análise que segue, nem me valer de momentos de luto e dor para criticar esse ou aquele comentário, mas achei as palavras de Jabor tão impróprias (veja o vídeo aqui), que resolvi não me calar. Tenho amigos ateus com os quais é possível manter diálogo respeitoso e que sabem separar uma coisa da outra. Imagino que alguns deles também devem ter ficado incomodados com o que ouviram do jornalista e cineasta que se valeu do alcance da “Vênus platinada” para espalhar aos quatro ventos suas opiniões enviesadas.


A caricatura de uma religiosidade

A Folha de S.Paulo do dia 8 de abril informou que a mãe adotiva de Wellington, já falecida, era testemunha de Jeová. Numa carta escrita antes de cometer o crime, Wellington registrou: “Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.” Além disso, o rapaz também lia o Alcorão.

Pronto, eram os ingredientes ideais para a indignação dos ateus generalistas que vivem tomando o todo pela parte. Jabor não foi atrás da informação fornecida pelo site R7, por exemplo, que entrevistou psiquiatras e especialistas em doenças mentais. Segundo eles, o documento e outros indícios revelam claramente que o jovem vivia uma ruptura com a realidade. “Os indícios levam a crer que o atirador era psicótico e tinha uma doença mental”, explica a psiquiatra forense Lícia de Oliveira, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O conteúdo místico e religioso da carta é comum nos psicóticos. Os familiares e amigos dizem que ele era isolado. Tudo leva a crer que é um psicótico, que sofre com quebra de realidade.”

Infelizmente, Wellington não é o único que sofre com problemas de “quebra de realidade”. Há aqueles que, mesmo não aparentando psicose, distorcem a realidade a seu bel-prazer. Parece que esse é o caso de Jabor (pelo menos nesse comentário apressado e infeliz). Já li textos bons e lúcidos do cineasta, mas essa crítica me atingiu, sim, pois sou religioso, creio em Deus e não me vi refletido na crônica dele. Vi, sim, a caricatura de uma religiosidade que parece irritar o comentarista global – e que irrita a mim também, tanto quanto a crítica infundada e injusta.

O exemplo do fundador do cristianismo

Se eu quisesse ser injusto com ateus como ele, lembraria (porque a mídia secular parece esquecer) que, segundo O Livro Negro do Comunismo, os regimes comunistas ateus foram responsáveis por mais de 100 milhões de mortes, muito mais do que as mortes causadas pela Inquisição e pelas Cruzadas juntas, execráveis como foram. Mas não quero descer o nível como fez meu colega de profissão porque sei que nem todos os ateus e comunistas são assassinos e entendo que o fundamentalismo fanático pode acometer religiosos e políticos, entre outros.

Também não desejo ser injusto com os ateus darwinistas ao lembrar as memórias de Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra. Ela relata, no livro Até o Fim, suas impressões a respeito do führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Num dos trechos do livro, Traudl revela a filosofia de vida e o relacionamento de Hitler com a religião:


“[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. `A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estágio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja, têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (p. 104).

Também conheço darwinistas que não pensam como Hitler e que seriam incapazes de fazer mal a uma mosca. Por isso, não usarei a tábua rasa de Jabor, que considera a religião (e, por extensão, os religiosos) como o mal do mundo, quando a religião, se bem praticada, poderia ser exatamente a solução para este planeta que agoniza sob o efeito do pecado. Por que Jabor et al não focalizam o exemplo do fundador do cristianismo, Jesus Cristo, que deu a vida para salvar a de muitos outros? Ou mesmo o exemplo de Francisco de Assis, madre Teresa de Calcutá e tantas outras pessoas que revelaram o verdadeiro amor desinteressado motivado pela fé?


Dias piores virão

Mas eu entendo a indignação de Jabor, que, na verdade, é a de todos nós, seres humanos impotentes diante de certas tragédias que explodem em nossa vida ou em nossas telas. Diante desses horrores, alguns reagem de um jeito, outros, de outro. E outros ainda tentam encontrar um culpado, como se isso amenizasse a dor.

Ao tratar dos conceitos de bem e mal, inevitavelmente estamos falando de uma ordem moral. Mas quem decide o que é certo e errado? Se não existe moral objetiva e um ponto de referência superior para essa moralidade, que eu e muita gente cremos ser Deus, o que havia de errado, por exemplo, no que Hitler fez? Por que considerar a pedofilia e o estupro moralmente errados? É como se os ateus que se baseiam no argumento da dor e do mal para refutar a ideia de Deus estivessem nos dizendo: “Não existem sistemas morais atuando neste mundo, mas vejo coisas moralmente condenáveis.” Em algumas culturas, as pessoas amam ao próximo. Em outras, elas o devoram. O que você prefere?

Quando ateus como Jabor fazem juízos de valor, estão, na verdade, recorrendo sem saber à lei de Deus gravada no coração deles. Não há como explicar como essa intuição relativa à moralidade poderia ter evoluído da matéria bruta. Na verdade, até o amor se torna inexplicável do ponto de vista materialista. Para crer que não existe ordem moral é preciso pressupor o conhecimento de como seria uma ordem moral. Então, por que a opinião de uma pessoa a respeito do que seria uma ordem moral deveria ser melhor que a de outra pessoa?

Sobre a dor e o sofrimento, o ex-ateu indiano Ravi Zacharias explica que “existe uma diferença fundamental entre Deus permitir que ocorra uma morte e eu tirar a vida de outra pessoa: Deus tem o poder para restituir a vida, eu não. A história do mal é parte de uma grande narrativa. Ignorar a narrativa maior [o grande conflito entre o bem e o mal] é continuar levantando os detalhes sem aceitar o geral”.

Jabor está preocupado com os “detalhes” – tristes detalhes, é verdade. E, sinto muito dizê-lo, ficará cada vez mais assustado à medida que o tempo passa e que o amor vai se esfriando no coração de muita gente.

Dias piores virão, mas, acreditem, a culpa não é de Deus. Na verdade, a solução virá d´Ele. De forma definitiva.
 

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